Pode existir diferenças entre a conta simulada e a real?

Para trazer maior segurança operacional aos clientes da Be On, cada cliente possui seu terminal individualizado, onde os robôs processam individualmente as informações de mercado, enviam e gerenciam ordens e posições.

Trabalhamos diuturnamente para trazer a melhor solução para que nossos clientes tenham a melhor experiência possível ao investir com robôs, com facilidade e transparência.

Um dos pilares da satisfação dos nossos clientes é a transparência brutal. Então explicamos aqui, de maneira detalhada, como os robôs funcionam – do ponto de vista operacional – e quais são os fatores que podem ocasionar em diferenças nas operações de um mesmo robô entre diferentes contas. Também abordamos qual é o trabalho da Be On em prol da minimização de divergências.

O primeiro passo entender o que é um robô no olhar técnico: um robô é uma estratégia automatizada de negociação na Bolsa.

Ele não “pensa”, não “avalia”, não “decide”; ele apenas processa as informações que lhe são fornecidas e executa as regras que o compõem.

As estratégias que compõem os robôs (ou seja, os conjuntos de regras) são cruciais.

Para chegarmos à estratégia final de um robô que é disponibilizada para nossos clientes, especialistas dedicados realizam diversas análises e milhares de estudos estatísticos. Embora haja períodos de retornos negativos, as estratégias são disponibilizadas pois estatisticamente elas possuem altas probabilidades de ganhos consistentes no médio/longo prazo.

Com esses conceitos claros, é possível explicar como os robôs operam nas contas…

Cada robô é uma unidade individual de trade. Ele fica instalado no MetaTrader 5 do cliente que, por sua vez, recebe informações dos servidores da corretora com a qual o cliente opera. Uma mesma corretora pode ter dezenas de diferentes servidores.

Os robôs que ficam ativos nas contas dos clientes são exatamente os mesmos entre todo mundo e a conta simulada. Não existe diferença de versões, de estratégia, de regras de negociação.

O robô, portanto, processa as informações recebidas da corretora (Market data) em busca de um conjunto de padrões que justifique, seguindo as regras da estratégia dele, a entrada e/ou saída de uma operação. E ele vai entrar em operação somente se, e somente se, todas as regras da estratégia apontarem que ele deve entrar em operação.

Dado isso, o que pode diferir na operação em uma conta em comparação a outra?

Os fatores que interferem nisso são os seguintes:

– Latência dos servidores da corretora

Latência dos servidores corresponde à velocidade em que as informações são transmitidas da Bolsa para a corretora, da corretora para a sua plataforma de negociação (MetaTrader 5), da sua plataforma de volta para a corretora e, por fim, de volta para a Bolsa. Em suma, é o tempo que uma informação leva para percorrer todo o caminho entre a Bolsa e o seu MetaTrader 5 – onde o robô está instalado.

A latência não é uma grandeza estática: ela varia entre corretoras, entre servidores dentro de uma mesma corretora e pode passar por picos e vales no decorrer do dia. Ela varia principalmente conforme a sobrecarga da capacidade do sistema tecnológico instalado da Corretora.

Mas por que da Corretora?

As informações são transmitidas sempre em “pacotes”. Para explicar melhor essa lógica, pode-se fazer uma analogia com cartas. Nesse contexto, a Bolsa é a remetente, os Market data vendors são quem escreve as cartas, as corretoras são os Correios e os robôs são os recipientes.

Em um quesito as corretoras não diferem dos Correios: ambos possuem determinada quantidade instalada de infraestrutura que, quando super utilizada, fica sobrecarregada e gera atrasos. A diferença é que nas Corretoras a limitação é tecnológica e a consequência é aumento da latência – ou seja, maior lentidão na velocidade de envio de informações.

É como se, dentro de um mesmo período, fossem enviadas milhares de cartas (“pacotes”) com as informações de cada um dos negócios realizados na Bolsa (ex.: José comprou de João dez lotes de ações da Petrobrás, às 11:02:427, ao preço de R$ 15,50 por ação).

Dessa forma, quanto mais negócios houver na Bolsa, mais pacotes precisam ser enviados, gerando sobrecarga no sistema de envio (algo que é mais comum quando há maior volatilidade). Sendo assim, a latência tende a apresentar maiores variações e maior lentidão em períodos de maior volatilidade nos mercados.

A consequência disso é que não necessariamente todos os robôs recebem as mesmas informações no mesmo momento para quem utiliza as Corretoras de varejo.

E é exatamente por isso que só os fundos quantitativos e que utilizam o trading de alta frequência (HFT, na sigla em inglês) gastam milhões e milhões de reais em infraestrutura tecnológica para conseguir latências extremamente baixas. Trading de alta frequência significa realizar milhares de operações dentro de um mesmo dia. Operações que geralmente duram mili, às vezes até nanosegundos.

trading de alta frequência no Brasil não está disponível diretamente para pessoas físicas, justamente por conta dos altíssimos custos envolvidos com a redução e estabilização da latência. Aqui o HFT está disponível apenas para fundos institucionais e que geralmente fazem a gestão de bilhões de reais.

– Diferenças no Market data

Market data são as informações que a Bolsa envia para a Corretora, que, por sua vez as envia para o seu MetaTrader 5, para que os robôs as processem.

Esse envio acontece a cada negócio que é realizado na Bolsa, ou seja, milhares de vezes dentro de um mesmo minuto. A quantidade de informações enviadas varia conforme o volume de operações sendo realizadas no mercado naquele momento.

Cada corretora tem pode ter diferentes Market data vendorsMarket data vendors são empresas que fornecem as informações da Bolsa para os servidores das corretoras e que, por sua vez alimentarão o seu MetaTrader 5.

É possível encontrar, principalmente em momentos em que a volatilidade e o volume de negociações estão em níveis muito altos (portanto sobrecarregando os sistemas dos Market data vendors), erros em algumas negociações (nos jargões de mercado, “ticks” errados). Esses erros podem consistir, por exemplo, no envio de um tick com o preço errado do ativo negociado, ou até na ausência de algum tick.

Neste tipo de situação, as informações podem até ter chegado ao mesmo tempo para contas diferentes e que utilizam o mesmo robô, mas a informação é ligeiramente diferente. Isso pode ocasionar, por exemplo, na não formação do gatilho de entrada do robô de uma conta, enquanto esse mesmo gatilho é formado em outra conta.

– Fila de execução das ordens na Bolsa (“Book”)

Se um volume muito grande de ordens é enviado para Bolsa ao mesmo tempo “a mercado”, não necessariamente elas conseguirão ser executadas todas ao mesmo tempo e, consequentemente, ao mesmo preço.

Quando isso ocorre, a Bolsa “enfileira” as ordens aleatoriamente para que todas possam ser executadas, contudo provavelmente a preços diferentes.

Isso pode causar o que é chamado de “slippage”: quando a ordem entra a um preço diferente do preço “boletado” (executado).

– Análise automática de risco da Bolsa

A B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) adota alguns padrões de segurança para evitar fraudes no mercado. Um deles é que, aleatoriamente, ela seleciona ordens de compra ou venda que não serão executadas normalmente e passarão por uma análise de risco antes de serem executadas.

Resumindo, o papel de um robô é processar as informações de mercado que lhe forem passadas de forma extremamente ágil para que ele execute imediatamente as regras que o compõem.

Contudo, se há:

  1. diferença na velocidade do recebimento da informação (latência); ou
  2. inconsistência em dados de negociações; ou
  3. fila para execução de ordens; ou
  4. análise aleatória de risco,

pode ser que, entre diferentes contas, um mesmo robô realize operações diferentes: horário de entrada, preço de entrada, ou até mesmo que forme o gatilho de entrada em uma e em outra não.

Nosso trabalho é incessante em busca da minimização de divergências de operações entre contas (tanto simuladas, quanto reais). Contudo, principalmente em períodos de extrema volatilidade, você depende de infraestruturas tecnológicas externas à Be On e que podem incorrer em divergências.

Acreditamos que a transparência brutal é a melhor forma de alinhar expectativas e, por consequência, ter clientes mais satisfeitos.

Então, o que a Be On faz para resolver essa questão?

Primeiramente, somos a única empresa de robôs trader do Brasil que alinha nossos clientes e potenciais clientes de que isso pode ocorrer e que, com clareza, explica exatamente como e porquê pode acontecer.

Além disso, trabalhamos forte nos seguintes pilares para minimizar as diferenças:

  1. Desenvolvemos robôs cada vez mais leves e ágeis; de tal maneira que, embora os robôs possuam estratégias complexas, isso não interfira na velocidade de processamento.
  2. Estamos sempre atualizando os códigos dos robôs antigos, para trazer melhor performance a eles.
  3. Disponibilizamos uma infraestrutura operacional com conexão de internet extremamente rápida, ininterrupta e com redundância, localizada na cidade de São Paulo para reduzir a distância da Bolsa e, consequentemente, a latência.
  4. Embora existam dezenas de corretoras no Brasil, trabalhamos apenas com as melhores.
  5. Fornecemos servidores de ponta para que as contas fiquem instaladas e não sofram com falta de capacidade de processamento. É por isso que trabalhamos com a AWS (Amazon Web Services), que fornecem os melhores e mais estáveis servidores.

Conclusão

Quando bem desenvolvidos e com boa infraestrutura tecnológica a disposição, robôs são uma excelente ferramenta para se negociar na Bolsa.

Principalmente em momentos de maior volatilidade, praticamente todos os peers do mercado sofrem com a instabilidade de servidores das Corretoras, embora para certas pessoas que operam manualmente no mercado, por exemplo, eles possam passar despercebidos.

Embora possa haver divergência de operações, os robôs são ferramentas poderosíssima de diversificação e aumento de rentabilidade.

No longo prazo as diferenças tendem a se anular. Isso, pois, elas podem acontecer para mais e/ou para menos, e a estratégia (conjunto de regras) que estará em operação será exatamente a mesma.

Aqui na Be On você sempre encontrará uma equipe altamente qualificada e sempre a postos para fornecer a você a melhor experiência ao investir com robôs no Brasil.

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